Como não dá para mandar prender um ET, a promotora Mara Silvia Grazzi, da cidade paulista de Sorocaba, mandou arquivar um curioso processo de agressão que estava em suas mãos. O processo: o vendedor Célio Lima Batista afirma categoricamente que foi espancado por um ser extraterrestre. Ele conta que numa noite sentiu que estava sendo perseguido, mas a única coisa que conseguia ver era uma luz muito forte. Parou numa barraca de cachorro-quente tentando, assim, despistar o que supunha ser um ladrão. A luz sumiu, mas voltou quando ele atravessava um terreno baldio. Praticante de lutas marciais, Batista resolveu peitar o tal objeto luminoso: golpeou o vazio. Em seguida, diz ele, deparou-se com uma figura de dois metros de altura, olhos fumegantes, cabeça gigantesca e dedos no formato de pinças. Aí só deu o seguinte: a figura batendo e o vendedor apanhando (teve as costas espancadas e o polegar direito furado). Para um investigador, para o delegado e para a promotora Mara Silvia, a versão contada por Batista foi exatamente a mesma, detalhe por detalhe. Convencida de que ele dizia a verdade, a promotora chamou os irmãos ufólogos Jorge e Michel Facury Ferreira. Segundo eles, Batista “teve um contato de quarto grau com um extraterrestre”.
Sorocaba e os OVNIs
Histórias que permanecem um mistério, algumas desvendadas, e ainda outras que continuam no terreno do fantástico. Assim ficaram registrados pela imprensa local alguns dos depoimentos de testemunhas que afirmam ter visto objetos voadores não-identificados em Sorocaba e região.
As aparições ufológicas no município são históricas, mas uma delas em especial, no final da década de 70, causou impacto e fez especialistas renomados voltarem os olhos para a nossa região. A partir de janeiro de 1979 começaram a surgir objetos luminosos na garagem de casas da avenida Nogueira Padilha, na Vila Hortênsia. O fenômeno foi relatado a policiais por um mecânico que saiu correndo ao avistar as tais luzes. A ocorrência repercutiu rapidamente e as esferas foram vistas na região do Morro da Mariquinha.
O episódio conhecido como o “Caso Mariquinha” completou trinta anos no dia 9 de janeiro de 2009, sendo lembrado com palestras, exposições e discussões sobre o assunto. Esse fato foi reconhecido como ufológico, conforme descrito numa edição de bolso, comemorativa aos trinta anos do caso, do historiador e ufólogo Jorge Facury Ferreira. Os irmãos Facury: o historiador Jorge e o geógrafo Michel, acompanharam as várias ocorrências de fenômenos na região.
Jorge revela que o interesse e pesquisa sobre o assunto começaram na década de 80, após o “célebre” episódio do Morro da Mariquinha. O fenômeno é relatado em artigos, livros e reportagens que tiveram como fontes os irmãos Facury. Michel cita um caso que permanece um mistério, no Vale do Ribeira, divulgado pelo jornal Cruzeiro do Sul. A manchete do Mais Cruzeiro estampava dia 21 de julho de 91: “No céu de Iporanga, bolas de luz desafiam a ciência.”
Os irmãos Jorge e Michel Facury são estudiosos do assunto – Por: Erick Pinheiro
Mistérios
As bolas de luzes foram presenciadas e fotografados pelos irmãos ufólogos, durante vigílias pela região de Iporanga, mais especificamente no chamado Alto da Boa Vista ou Morro do Mirante. Os fenômenos começariam a se manifestar por volta das 19h. Apareciam e desapareciam, em intervalos médios de vinte minutos, conforme relatos dos irmãos, na reportagem do Cruzeiro. Outra ocorrência citada pelos Facury foi na Vila Helena, em 1997, mas desta vez virou caso de polícia, com ataque à uma pessoa.
Jorge Facury revela que foram acionados pela promotoria, pois o caso demandaria um outro tipo de investigação. Um dos moradores do bairro teria sido atacado por um extra terrestre. “Difícil acreditar, mas Sorocaba foi a única cidade a processar um ET”, brinca. A ocorrência foi registrada pela imprensa. Jorge conta que a vítima teve perfurações nos dedos incompatíveis com qualquer objeto. “Falaram em ataque de chupa cabras.” Michel adianta que o caso deve ser retomado.
Mas um passo importante e reconhecido foi a investigação e conclusão de um trabalho que tornou-se referência: o esclarecimento de oito misteriosos círculos encontrados numa plantação do Jardim Serrano, em Votorantim. A pesquisa foi publicada na principal revista sobre o assunto, a UFO, de circulação nacional e internacional. Com a ajuda dos pesquisadores João Carlos Belo e Armando Aparecido Monteiro, os irmãos debruçaram-se sobre os estudos por mais de dois meses.
Fonte: Ufomaniac










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